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Ministério Público ingressa com recurso na Justiça para adoção de 'lockdown' em Manaus

Ação busca anular decisão do dia 6 de maio, que negou adoção do modelo mais rígido de isolamento no Estado. Mais de 12,9 mil casos do novo coronavírus já foram confirmados no Amazonas.


O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) ajuizou, na tarde dessa segunda-feira (11), o Agravo de Instrumento pedindo a adoção de medidas que caracterizam "lockdown" em Manaus, ou seja, bloqueio total de circulação de pessoas. O recurso busca anular a decisão do dia 6 de maio, que negou a adoção do modelo mais rígido de isolamento no estado, pedido em Ação Civil Pública pelo MP-AM no dia 5 de maio.

No Amazonas, já são mais de 12,9 mil casos confirmados no novo coronavírus. Mais de mil pessoas infectadas pelo vírus não resistiram e morreram com a Covid-19. Mesmo com os altos números de contágio, o índice de isolamento social no estado segue em queda. O "lockdown" já foi implementado nos estado do Pará e Maranhão, além da capital do Ceará, Fortaleza.

No atual recurso, o Ministério Público pede, com a concessão de antecipação de tutela, que seja determinado a adoção de medidas não farmacológicas contra a disseminação do novo coronavírus, ou seja, o "lockdown", em Manaus, pelo prazo inicial de dez dias, sem prejuízo de eventual prorrogação.

As medidas pedidas pela ação são:

1 - fechamento dos estabelecimentos que exercem atividades não essenciais, de acordo com o Decreto n. 42.247, de 30.04.2020;

2- que os estabelecimentos a permanecerem aberto, procedam:

limitação máxima de pessoas nos espaços de atividades essenciais, com fiscalização constante;
emissão de avisos sonoros com orientação comportamental aos frequentadores;
higienização com a periodicidade necessária para resguardar a saúde dos cidadãos, consumidores e frequentadores dos respectivos locais,
disponibilização de álcool em gel;
zelo pelo obrigatório uso de máscaras por funcionários e frequentadores dos locais, tais como supermercados, farmácias de manipulação e drogarias, entre outros;
3 - que as medidas:

proíbam o acesso de pessoas nos espaços de lazer de uso público como praças, balneários, calçadões, complexos esportivos, espaços de convivência e outros afins;
a realização de eventos esportivos, religiosos, circos, casas de festas, feiras, carreatas, passeatas, eventos científicos e afins;
que seja regulamentada a lotação máxima de pessoas, nos espaços que prestam serviços privados essenciais nos termos do Decreto n. 42.247/2020;
que limitem a circulação de pessoas e de veículos particulares nas ruas do Município de Manaus, de modo que o isolamento do convívio social atinja, no mínimo, 70% da população;
tornem obrigatório o uso de máscaras em locais de acesso público;
restrinjam a circulação de pessoas e de veículos particulares nas vias terrestres e fluviais intermunicipal e interestadual, salvo quando para transporte de pessoas para atendimento de saúde ou desempenho de atividades de segurança ou no itinerário para trabalho de serviços considerados como essenciais pelos Decretos Estaduais 42.101, 42.106, 42.158, 42.165 e 42.216;
restrinjam a circulação de pessoas em serviços de padarias, lavanderias, lojas de conveniência, lojas de bebida, gás de cozinha, oficinas, estabelecimentos que comercializam alimentos para animais, de material de construção, loja de tecidos e armarinho, para que atuem tão somente no sistema de drivethru e delivery.
instituam e apliquem a respectiva sanção administrativa, quando houver infração às medidas de restrição social, como a circulação sem o uso de máscaras em locais de acesso ao público e;
abstenham-se de flexibilizar qualquer medida de isolamento social, sem que tenha alcançado a liberação de leitos públicos, clínicos e de UTI COVID- 19, na margem de no mínimo 40% (quarenta por cento);
Wilson Lima afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que se reunirá com representantes de demais poderes e órgãos de controle, nesta terça-feira (12), para definir medidas mais rígidas de isolamento social. Na quarta-feira (13), encerra a prorrogação do decreto que suspende atendimento público em serviços não essenciais.

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