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'É a mesma forma que tratam a gente na comunidade', diz homem que ficou sob a mira de fuzil da PM em ato contra violência no Rio


Com um fuzil da PM apontado para a cabeça num protesto contra a violência policial no Rio no último domingo (31), Jorge Hudson Alves da Silva, de 27 anos, pensou na família. (veja vídeo da abordagem abaixo)

Desempregado, o morador do Morro Santo Amaro, na Zona Sul do Rio, faz "bico" como entregador de aplicativos. Ele faz as entregas a pé desde que sua bicicleta foi roubada no bairro do Catete, a poucos metros da delegacia para aonde foi levado após a manifestação.

"Eu senti medo, muito medo. Medo de deixar minha família desamparada", diz ele, que é casado há cinco anos e pai de uma menina de três."

Os policiais dizem que ele atirou pedras numa viatura. O entregador nega. As imagens da abordagem ao fim do protesto pacífico mostram o jovem com as mãos para cima e os bolsos vazios. A confusão ocorreu pouco depois do encerramento do ato.

A manifestação foi encerrada às 16h30. A GloboNews relatou que, com a chegada de manifestantes atrasados, a PM fez um cordão de isolamento com escudos. A movimentação provocou aglomeração em frente aos policiais, que dispersaram usando armas não letais.

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