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Exército gasta R$ 39 milhões em cinco anos em programa 'Amazônia Conectada' e não consegue levar internet a nenhuma cidade do AM

Processo de instalação de cabo óptico iniciou nesta quarta-feira em Manaus. — Foto: Adneison Severiano/G1 AM

O programa 'Amazônia Conectada', lançado em 2015 com investimento de R$ 600 milhões, ainda não levou o sinal de internet prometido a nenhuma cidade do Amazonas. O programa foi concebido com a proposta de levar cerca de 7 mil Km de cabos de fibra ótica pelo fundo dos rios da Amazônia para garantir sinal de internet veloz a comunidades distantes.

A internet deveria chegar a 52 municípios do Estado e beneficiar 3,8 milhões de habitantes. Inicialmente, a previsão de lançamento era para 2017. Até o momento, os cabos chegaram a 6 municípios, mas a internet ainda não começou a operar.

Conforme o Exército Brasileiro, responsável pelo programa, o "Amazônia Conectada" passou por análises envolvendo diversos órgãos e um dos trechos, interligando mais duas cidades, deverá ter entrada em operação no final deste ano.

Entre os benefícios do 'Amazônia Conectada', estão o acesso a serviços comuns no restante do País, a telemedicina, o Ensino à Distância (EaD), o monitoramento remoto por câmeras para melhoria da segurança pública e até mesmo para o acesso de turistas.

Os militares chegaram a lançar nos rios 850 Km de cabos, cerca de 10% da extensão prevista, interligando Manaus, Manacapuru, Coari, Tefé, Novo Airão e Iranduba, ao custo de R$ 39,2 milhões. Além do serviço não ter sido concluído dentro do previsto, houve o rompimento dos cabos de dois trechos.

Em um deles, entre Manacapuru e Coari, a manutenção foi licitada por R$ 772 milhões, valor maior do que o total do projeto, que era de R$ 600 milhões. Por conta disso, nenhum reparo foi feito até o momento.

O Tribunal de Contas da União (TCE) produziu um relatório, no final do ano passado, em que atesta a deficiência na estrutura de governança que pode não garantir a sustentabilidade econômica e operacional do programa.

Em outro ponto, o relatório faz críticas ao Exército Brasileiro que "assumiu competências excessivas na implantação da infraestrutura, sem que tivesse condições plenas para tanto". O TCU também completa que "esse é mais um projeto no qual as boas intenções tendem a não sair do papel".

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