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Pesquisa aponta que 97,14% dos professores de Manaus aprovam volta às aulas no regime híbrido; retorno está marcado para dia 10

Em Manaus, a volta às aulas presenciais começou em algumas escolas particulares em 6 de julho. Luciany Fernandes, mãe de um menino de 3 anos, precisou mandar o filho de 3 anos para a escolinha porque também voltou a trabalhar presencialmente, como gerente administrativa.  — Foto: Arquivo Pessoal

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) mostra que 97,14% dos professores da rede pública estadual de ensino, que lecionam na capital, aprovam a volta às aulas no regime híbrido, que inclui aulas presenciais e remotas. Os dados foram divulgados neste domingo (2).

A capital do Amazonas foi a primeira a reabrir as escolas particulares em todo o país, em 6 de julho. Aulas da rede estadual da capital para 220 mil alunos foram anunciadas para o dia 10. O retorno de aulas no interior ainda está sendo estudado, e data deve ser anunciada posteriormente. Não há previsão para retorno das aulas municipais.

Manaus foi a primeira capital do país a enfrentar colapso nos sistemas de saúde e funerário por causa da pandemia. Os números de casos e mortes em decorrência da Covid-19, no entanto, vêm caindo nas últimas semanas; veja os gráficos.

De acordo com o governo, entre os professores que responderam a pesquisa, também prevaleceu a divisão dos alunos em dois grupos, com 55,14% como a opção mais selecionada para a volta às aulas na capital.

O retorno de forma híbrida também foi validado por 97,69% dos gestores de escolas, 97% dos pedagogos e 82% dos pais e responsáveis. O estudo tem índice de confiança de 95%, de acordo com o Departamento de Estatística secretaria de Educação.

Ao todo, 82,5 mil pessoas de todo o estado, entre professores, pedagogos, gestores, administrativos, pais e responsáveis; responderam aos questionários on-line da pesquisa.

De acordo com a Seduc, a volta às salas de aula será de maneira gradativa e escalonada em 123 escolas da capital, totalizando cerca de 110 mil alunos. Os primeiros a retornarem – no dia 10 de agosto – são os estudantes do Ensino Médio regular e da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). No dia 24 de agosto, retornam os alunos do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais). Ainda não há previsão para retorno das aulas no interior do estado.

O retorno das aulas presenciais da rede pública estadual de ensino obedece a medidas de segurança em saúde determinadas no Plano de Retorno às Atividades Presenciais e tem o aval da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que acompanha os dados da Covid-19 no estado.

Entre as medidas de saúde estão a distribuição e uso obrigatório de máscaras entre todos os profissionais e estudantes; reforço nas práticas de higiene pessoal, como lavagem correta das mãos nas pias instaladas nos ambientes comuns; distanciamento de pelo menos 1,5 metro entre as pessoas, tanto na sala de aula como nos corredores e refeitórios; e limpeza constante das superfícies para evitar a proliferação do vírus.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) se manifesta contra o retorno das aulas na capital. Segundo a diretora do sindicato, Beatriz Calheiros, a categoria não acha seguro a volta presencial às salas de aulas, mesmo que o número de óbitos tenha diminuído em Manaus. Eles pedem, pelo menos, mais 30 dias de isolamento para que haja maior redução da taxa de infecção pelo novo coronavírus.

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